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Posts Tagged ‘Menopausa’

Reposição hormonal na menopausa é tema no Congresso Brasileiro de Fisiologia Hormonal e Longevidade

Congresso Brasileiro de Fisiologia Hormonal e Longevidade discutirá a reposição hormonal na menopausa

O ginecologista e obstetra José Bento é um dos 21 palestrantes confirmados no 8º Congresso Brasileiro de Fisiologia Hormonal e Longevidade, que acontece nos dias 10 e 11 de outubro de 2014, na Câmara Americana de Comércio de São Paulo.

Outros palestrantes confirmados são: Cícero Galli Coimbra, neurologista e professor do departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo, Ítalo Rachid, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos da Fisiologia (SOBRAF) e fundador do Grupo Longevidade Saudável; Arnoldo Velloso, neurologista e diretor da Clínica Nutricional; Lair Ribeiro, Cardiologista, diretor da Academia Lair Ribeiro; Marcelo Matos, ginecologista, doutor em Ciências da Saúde; Míriam Chaves Schultz, bióloga e professora Universidade Federal de Minas Gerais; André Luis Pantoja, fisioterapeuta e professor da pós-graduação do Centro Universitário FACEX; e Sang Cha, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Ultrassonografia.

Para saber mais sobre VIII Congresso Brasileiro de Fisiologia Hormonal e Longevidade, evento promovido pelo Grupo Longevidade Saudável em parceria com a Sociedade Brasileira para Estudos da Fisiologia (SOBRAF), acesse www.longevidadesaudavel.com.br/8congresso/.

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Pesquisa associa suplementos de cálcio com aumento de IAM

O estudo foi publicado no periódio HEART. Envolveu cerca de 24.000 pessoas, monitoradas por mais de 10 anos. A conclusão é que o braço intervenção, que tomou o suplemento de cálcio, apresentou um risco de ataque cardíaco 86% maior em relação ao grupo controle.

Segundo os pesquisadores, uma dieta balanceada, com a ingestão de doses adequadas de cálcio, é a maneira correta de ingerir as quantidades necessárias do mineral, sem necessidade dos suplementos. A suposição dos pesquisadores é que os suplementos elevam artificial e excessivamente os níveis de cálcio no organismo logo após a sua ingestão. Isso não ocorre com a ingestão normal de cálcio nos alimentos, que ocorre sempre de forma gradual. Esses picos de concentração, segundo os pesquisadores, são os responsáveis pelo aumento do risco cardíaco.

 

Outra pesquisa na mesma linha foi recentemente publicada no British Medical Journal. Nele foi estudada a condição de mulheres na menopausa. As conclusões são similares. Link para o artigo: http://ebm.bmj.com/content/17/1/16.short

 

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FAQ sobre climatério e Menopausa

No dia 18/10 comemora-se o Dia Mundial da Menopausa. Por conta disso selecionamos este compendio, com informações para suas pacientes.

Mulheres que fazem acompanhamento médico podem amenizar sintomas comuns do climatério como fogachos (ondas de calor), irritabilidade e alterações menstruais

A menopausa marca o final do período reprodutivo feminino e tem início após a ocorrência do último ciclo menstrual na mulher, gerada pela redução na produção dos hormônios estrógeno e progesterona. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2030, mais de 1 bilhão de mulheres estarão na menopausa. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que mais de 13,5 milhões passam pelo climatério. Neste período, são comuns as dúvidas femininas sobre temas como sexualidade, qualidade de vida, sintomas gerais e reposição hormonal. A seguir, o ginecologista César Eduardo Fernandes, professor da Faculdade de Medicina do ABC e presidente do conselho científico da Associação Brasileira do Climatério (SOBRAC), comenta algumas questões que envolvem esta fase da vida da mulher.

1. Quais são as fases que caracterizam o climatério e os principais sintomas de cada etapa?

Dr. César Eduardo Fernandes – O climatério pode ser dividido em três etapas que se diferenciam por suas particularidades: perimenopausa, menopausa e pós-menopausa. Durante a perimenopausa, a menstruação se torna irregular, sendo que esta fase se caracteriza pela presença progressiva de sintomas como fogachos (ondas de calor), transpiração excessiva, irritabilidade, insônia, alterações de humor e alterações menstruais. Já a menopausa, se caracteriza pela ausência de menstruação por um período de 12 meses consecutivos. A pós-menopausa surge quando a parada menstrual seguirá definitivamente por toda a vida da mulher. Entre as principais manifestações desta etapa encontram-se a redução da secreção vaginal, que pode provoca dor na relação sexual e falta de libido. Também, em decorrência da deficiência hormonal deste período e da atrofia urogenital subjacentes, não são incomuns o aumento da frequência das micções, a incontinência urinária e manifestações de secura e ardor vaginal. A mulher pode apresentar ainda insônia, depressão, tontura e cansaço, entre outros sintomas.

2. Como estes sintomas podem ser amenizados?

Dr. Fernandes – No dia a dia, a mulher pode se preparar para enfrentar os fogachos, que ocorrem em função das alterações dos níveis de hormônios, com hábitos de vida saudáveis que incluem, entre outros, a prática regular de exercícios físicos, uma dieta balanceada para evitar o ganho de peso e o aumento do risco cardiovascular. Também é recomendável a prática de alguma atividade para interagir com outras pessoas, por proporcionar ganhos emocionais que podem minimizar o risco de eventuais transtornos do humor, a exemplo dos quadros depressivos. Claro que um acompanhamento médico regular pode oferecer o suporte necessário para se contrapor aos incômodos próprios desta etapa da vida, bem como para que se adotem medidas preventivas contra eventuais doenças que possam surgir nesta fase.

3. A menopausa diminui a libido feminina?

Dr. Fernandes – A menopausa diminui a elasticidade e a lubrificação da vagina, o que pode prejudicar o relacionamento sexual, principalmente por se tornar dolorido. Por este motivo, algumas mulheres passam a evitar o contato íntimo com seus parceiros. Os níveis hormonais têm influência direta sobre este contexto adverso da sexualidade que algumas mulheres apresentam neste momento de suas vidas. Mais uma vez, uma conversa franca com o seu médico de confiança pode ajudar a compreender o que está acontecendo e subsidiar medidas terapêuticas que ajudam a atenuar estas manifestações. Nunca é demais enfatizar que manter uma vida sexual ativa e prazerosa contribui para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

4. As mulheres que estão neste período têm uma maior predisposição para doenças cardiovasculares?

Dr. Fernandes – A redução hormonal, principal característica da menopausa, faz com que a mulher perca a proteção estrogênica (hormônio feminino que auxilia na proteção das artérias). Neste período, é muito importante que a mulher se previna contra os fatores que trazem um maior risco cardiovascular, como: controlar a hipertensão arterial, o diabetes mellitus e o colesterol elevado, abandonar o cigarro, praticar atividade física (pelo menos 30 minutos de 3 a 6 dias por semana) e buscar uma dieta equilibrada e rica em frutas, verduras e vegetais.

5. Todas as mulheres precisam realizar a terapia hormonal?

Dr. Fernandes – A decisão clínica de iniciar ou de dar continuidade à terapia hormonal (TH) deve levar sempre em consideração a peculiaridade de cada caso, em particular procurando-se individualizar o regime terapêutico a ser adotado, as doses e vias a serem empregadas e o tempo de utilização dos hormônios. A terapia hormonal tem indicações bastante definidas e aceitas consensualmente na literatura médica como alternativa para o alívio dos sintomas do climatério. Um ponto relevante a se considerar TH é a sua composição. Neste particular, as substâncias que atuam à semelhança da progesterona, denominadas genericamente de progestagênios, podem fazer grande diferença. Por atuarem globalmente sobre o organismo feminino, os progestagênios promovem ações sobre a saúde da usuária, particularmente sobe o processo aterogênico e risco cardiovascular que, naturalmente, vão além do seu propósito inicialmente considerado que era o de proteger o endométrio do risco de câncer. Alguns progestagênios ganharam a simpatia dos médicos por serem mais seguros em relação ao risco cardiovascular. Entre estes, merece citação a drospirenona que, associada ao estradiol, tem mostrado em vários estudos bem conduzidos, contribuir para a redução nos níveis pressóricos em pacientes hipertensas, além de propiciar alívio dos sintomas menopáusicos e não influenciar no ganho de peso.

6. Existem contraindicações para a reposição hormonal?

Dr. Fernandes – O médico deve verificar se a paciente possui antecedentes ou riscos elevados de algumas doenças como manifestações anteriores de trombose ou tromboembolismo, câncer de mama, câncer de endométrio e doença hepática. Também deve estar atento à eventuais casos de sangramento vaginal não diagnosticado, que deverá ser esclarecido quanto à sua causa antes do início da terapia de reposição hormonal.

7. A terapia hormonal traz benefícios para as mulheres?

Dr. Fernandes – Dos vários tratamentos disponíveis para os sintomas da menopausa, a terapêutica hormonal é a mais indicada, pois demonstra eficácia no alívio dos sintomas que supera qualquer alternativa não hormonal em estudos que comparem as suas eficácias relativas. Além disso, oferece benefícios que extrapolam aos do próprio alívio dos sintomas e melhora da qualidade de vida; proporciona proteção contra a perda de colágeno e atrofia da pele, e ainda conserva a massa óssea com consequente redução no risco de fraturas por osteoporose, que são comuns nesta etapa da vida da mulher.

Fonte: Assessoria de Imprensa

BURSON-MARSTELLER

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