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XV Congresso Brasileiro de Genitoscopia

De 7 a 10 de outubro, o XV Congresso Brasileiro de Genitoscopia debate temas de interesse no diagnóstico e tratamento do câncer do colo do útero e de outras doenças genitais, no Centro de Eventos da PUC, em Porto Alegre. Mais de 40 palestrantes brasileiros, além de seis convidados estrangeiros, como o professor Albert Singer, do Whittington Hospital da Inglaterra, e Walter Prendiville, do Coombe Women’s Hospital, da Irlanda, estarão presentes ao evento.

Mesmo com o aumento da cobertura de rastreamento (investigação em mulheres sem sintomas) das lesões precursoras do câncer do colo do útero na população brasileira, ainda são altas as taxas de incidência e de mortalidade pela doença. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2010, são esperados 18.430 casos novos de câncer do colo do útero, gerando um risco estimado de 18 casos a cada 100 mil mulheres.

O Ministério da Saúde recomenda o rastreamento para as mulheres a partir dos 25 anos em nosso país. Ana Ramalho, chefe da Divisão de Atenção Oncológica do INCA, vai abordar no congresso o Programa Nacional de Controle do Câncer do Colo do Útero. “Vamos debater evidências científicas que dão suporte às diretrizes do programa, condutas terapêuticas recomendadas nas lesões precursoras e  novas tecnologias no controle da doença”, acrescenta Ana Ramalho.

Para avaliar técnicas de diagnóstico e tratamento da doença, um dos destaques do evento  será a promoção de duas oficinas, pela Rede Colaborativa para o controle do câncer do colo do útero. A médica Paula Maldonado, presidente da Associação Brasileira de Genitoscopia, que promove o evento, destaca a importância de abordar, na teoria e na prática, o tratamento e a detecção precoce do câncer do colo do útero. “O congresso é uma ação que integra diversas profissionais para falar de uma doença que se pode prevenir”, destaca.

Também em debate o Protocolo do Ministério da Saúde para o rastreamento do câncer do colo do útero, elaborado em 1988, a partir de consenso promovido pelo INCA, envolvendo especialistas internacionais, representantes das sociedades científicas e de diversas instâncias ministeriais. O objetivo é a detecção precoce da doença e o diagnóstico de seus precursores no maior número possível de mulheres.

O tratamento dos estágios iniciais do câncer aponta para excelente prognóstico e manutenção da qualidade de vida das mulheres.  Como explica Fábio Russomano, médico do Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz, a realização a cada três anos do exame Papanicolaou (preventivo), após dois exames normais com intervalo de um ano, garante que três vezes mais mulheres possam ser atendidas pelas ações de rastreamento do Programa com segurança e eficiência. “Essa conduta otimiza a utilização dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS)”, pontua.

Segundo Fábio, vários estados vêm cumprindo metas de aumento de cobertura populacional com o Papanicolaou. Sul e sudeste estão mais adiantados na aplicação destas recomendações. Nessas regiões, dados mostram redução na mortalidade pelo câncer do colo e aumento dos diagnósticos de lesões precursoras, que são o objeto do Programa para, detectadas e tratadas, prevenir esta doença.

Serviço: XV Congresso Brasileiro de Genitoscopia – Patologia do Trato Genital Inferior

Local: Centro de Eventos da PUC, em Porto Alegre

Mais informaçõeswww.colposcopy.org.br

Fonte: Imprensa INCA : imprensa@inca.gov.br

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